terça-feira, 11 de dezembro de 2007

A minha Alma

A minha alma
Tá armada e apontada
Para cara do sossego
Sêgo! Sêgo! Sêgo! Sêgo!
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Medo! Medo! Medo! Medo!...

As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...(2x)

A minha alma
Tá armada e apontada
Para cara do sossego
Pois paz sem voz
Paz sem voz
Não é paz é medo
Medo! Medo!...

As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...(2x)

As grades do condomínio
São prá trazer proteção
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa
Prisão...

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...

Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...

As vezes eu falo com a vida
As vezes é ela quem diz:
"Qual a paz
Que eu não quero conservar
Prá tentar ser feliz?"...(2x)

As grades do condomínio
São prá trazer proteção
(Ção! Ção!)
Mas também trazem a dúvida
Se é você que tá nessa
Prisão...

Me abrace e me dê um beijo
(Beijo!)
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...

Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...(2x)

Me abrace e me dê um beijo
Faça um filho comigo
Mas não me deixe sentar
Na poltrona no dia
De domingo (Domingo!)...

Procurando novas drogas
De aluguel
Neste vídeo coagido
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...(2x)

É pela paz
Que eu não quero seguir
É pela paz
Que eu não quero seguir
É pela paz
Que eu não quero seguir
Admitido...(2x)

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

CORINTHIANS

"Salve o Corinthians,
O campeão dos campeões,
Eternamente
Dentro dos nossos corações.

Salve o Corinthians
De tradição e glórias mil;
Tu és o orgulho
Dos esportistas do Brasil.

Teu passado é uma bandeira,
Teu presente, uma lição
Figuras entre os primeiros
Do nosso esporte bretão.

Corinthians grande,
Sempre Altaneiro
És do Brasil
O clube mais brasileiro."

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

FELICIDADE REALISTA

Por Mário Quintana
>
> A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o
> que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são
> ainda mais complexos.
>
> Não basta que a gente esteja sem febre: queremos,
> além de saúde, ser magérrimos, sarados,
> irresistíveis.
>
> Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a
> comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e
> uma temporada num spa cinco estrelas.
>
> E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos
> alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza
> e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar
> pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo.
> Queremos estar visceralmente apaixonados,
> queremos ser surpreendidos por declarações e
> presentes inesperados, queremos jantar à luz de
> velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem
> e diário, queremos ser felizes assim e não de outro
> jeito. É o que dá ver tanta televisão.
>
> Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de
> uma forma mais realista.
>
> Ter um parceiro constante, pode ou não, ser sinônimo
> de felicidade. Você pode ser feliz solteiro, feliz
> com uns romances ocasionais, feliz com um parceiro,
> feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo,
> principalmente quando se trata de amor-próprio.
>
> Dinheiro é uma benção.
> Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
> Não perder tempo juntando, juntando, juntando.
> Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado.
> E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar
> segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça,
> como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de
> criatividade.
>
> Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e
> aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar
> passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar
> sem almejar o eterno.
>
> Olhe para o relógio: hora de acordar.
>
> É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro
> o que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem
> exigir-se desumanamente. A vida não é um jogo onde
> só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não
> sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
> Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não
> está de acordo com as regras, demita-se.
> Invente seu próprio jogo.
>
> Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se
> esqueça de que a felicidade é um sentimento simples,
> você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não
> perceber sua simplicidade. Ela transmite paz e não
> sentimentos fortes, que nos atormenta e provoca
> inquietude no nosso coração. Isso pode ser alegria,
> paixão, entusiasmo, mas não felicidade...

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

...

Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir inesquecíveis.
Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas insubistituíveis e esquecer pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.
Já abracei pra proteger, já dei risada quando nao podia , fiz amigos eternos, amei e fui amado, mas tambem já fui rejeitado, fui amado e nao amei.
Já gritei e pulei de felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas "quebrei a cara" muitas vezes!!!
Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só pra escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial!!
Mas vivi! E ainda vivo!! Nao passo pela vida...
Bom mesmo é ir á luta com determinaçao, abraçar a vida e viver com paixao , perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante....

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Filtro solar

Nunca deixem de usar o filtro solar
Se eu pudesse dar só uma dica sobre o futuro seria esta:
usem o filtro solar!

Os benefícios a longo prazo do uso de filtro solar estão provados e comprovados pela ciência;
Já o resto dos meus conselhos não tem outra base confiável além de minha própria existência errante.
Mas agora eu vou compartilhar esses conselhos com vocês.

Aproveite bem, o máximo que puder, o poder e a beleza da juventude.
Ou, então, esquece...
Você nunca vai entender mesmo o poder e a beleza da juventude até que tenham se apagado.
Mas, pode crer, daqui a 20 anos, você vai evocar as suas fotos e perceber de um jeito - que você nem desconfia hoje em dia - quantas tantas alternativas se lhe escancaravam à sua frente, e como você realmente estava com tudo em cima.
Você não está gordo! Ou gorda...

Não se preocupe com o futuro.
Ou então preocupe-se, se quiser, mas saiba que pré-ocupação é tão eficaz quanto mascar chiclete para tentar resolver uma equação de álgebra.
As encrencas de verdade de sua vida tendem vir de coisas que nunca passaram pela sua cabeça preocupada, e te pegam no ponto fraco às 4 da tarde de uma terça feira modorrenta.

Todo dia, enfrente pelo menos uma coisa que te meta medo mesmo.

Cante.

Não seja leviano com o coração dos outros.
Não ature gente de coração leviano.

Use o fio dental.
Não perca tempo com inveja.
Às vezes se está por cima,
às vezes por baixo.
A peleja é longa e, no fim,
é só você contra você mesmo.

Não esqueça os elogios que receber.
Esqueça as ofenças.
Se conseguir isso, me ensine.
Guarde as antigas cartas de amor.
Jogue fora os extratos bancários velhos.

Estique-se.

Não se sinta culpado por não saber o que fazer da vida.
As pessoas mais interessantes que eu conheço não sabiam, aos vinte e dois o que queriam fazer da vida.
Alguns dos quarentões mais interessantes que eu conheço ainda não sabem.
Tome bastante cálcio.
Seja cuidadoso com os joelhos.
Você vai sentir falta deles.

Talvez você case, talvez não.
Talvez tenha filhos, talvez não.
Talvez se divorcie aos quarenta, talvez dance ciranda em suas bodas de diamante.

Faça o que fizer, não se auto-congratule demais, nem seja severo demais com você.
As suas escolhas tem sempre metade da chance de dar certo.
É assim pra todo mundo.

Desfrute do seu corpo.
Use-o de toda a maneira que puder, mesmo.
Não tenha medo de seu corpo ou do que as outras pessoas possam achar dele.
É o mais incrível instrumento que você jamais vai possuir.

Dance.

Mesmo que não tenha aonde além do seu próprio quarto.

Leia as instruções, mesmo que não vá segui-las depois.
Não leia revistas de beleza. Elas só vão fazer você se achar feio.

Dedique-se a conhecer seus pais. É impossível prever quando eles terão ido embora, de vez.
Seja legal com seus irmãos. Eles são a melhor ponte com o seu passado e possivelmente quem vai sempre mesmo te apoiar no futuro.
Entenda que os amigos vão e vem, mas nunca abra mão de uns poucos e bons.
Esforce-se de verdade para diminuir as distâncias geográficas e de estilos de vida, porque quanto mais velho você ficar, mais você vai precisar das pessoas que conheceu quando era jovem.

More uma vez em Nova York, mas vá embora antes de endurecer.
More uma vez no Havaí, mas se mande antes de amolecer.

Viaje.

Aceite certas verdades inescapáveis:
Os preços vão subir. Os políticos vão saracotear.
Você, também, vai envelhecer.
E quando isso acontecer, você vai fantasiar que quando era jovem, os preços eram razoáveis, os políticos eram decentes, e as
crianças respeitavam os mais velhos.

Respeite os mais velhos.

E não espere que ninguém segure a sua barra.
Talvez você arrume uma boa aposentadoria.
Talvez case com um bom partido.
Mas não esqueça que um dos dois pode de repente acabar.
Não mexa demais nos cabelos senão quando você chegar aos 40 vai aparentar 85.

Cuidado com os conselhos que comprar,
mas seja paciente com aqueles que os oferecem.
Conselho é uma forma de nostalgia.
Compartilhar conselhos é um jeito de pescar o passado do lixo, esfregá-lo, repintar as partes feias e reciclar tudo por mais do que vale.

Mas, no filtro solar, acredite.

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Pequenos Detalhes - Grandes Resultados

“Um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal: Estes quatro elementos fazem parte de uma das melhores histórias sobre atendimento que conhecemos.

Um homem estava dirigindo há horas e, cansado da estrada, resolveu procurar um hotel ou uma pousada para descansar. Em poucos minutos, avistou um letreiro luminoso com o nome: Hotel Venetia.

Quando chegou à recepção, o hall do hotel estava iluminado com luz suave. Atrás do balcão, uma moça de rosto alegre o saudou amavelmente: “- Bem-vindo ao Venetia!” Três minutos após essa saudação, o hóspede já se encontrava confortavelmente instalado no seu quarto e impressionado com os procedimentos: tudo muito rápido e prático.

No quarto, uma discreta opulência; uma cama, impecavelmente limpa, uma lareira, um fósforo apropriado em posição perfeitamente alinhada sobre a lareira, para ser riscado. Era demais! Aquele homem que queria um quarto apenas para passar a noite começou a pensar que estava com sorte.

Mudou de roupa para o jantar (a moça da recepção fizera o pedido no momento do registro). A refeição foi tão deliciosa, como tudo o que tinha experimentado, naquele local, até então. Assinou a conta e retornou para quarto. Fazia frio e ele estava ansioso pelo fogo da lareira. Qual não foi a sua surpresa! Alguém havia se antecipado a ele, pois havia um lindo fogo crepitante na lareira. A cama estava preparada, os travesseiros arrumados e uma bala de menta sobre cada um.. Que noite agradável aquela!

Na manhã seguinte, o hóspede acordou com um estranho borbulhar, vindo do banheiro. Saiu da cama para investigar. Simplesmente uma cafeteira ligada por um timer automático, estava preparando o seu café e, junto um cartão que dizia: “Sua marca predileta de café. Bom apetite!” Era mesmo! Como eles podiam saber desse detalhe? De repente, lembrou-se: no jantar perguntaram qual a sua marca preferida de café.

Em seguida, ele ouve um leve toque na porta. Ao abrir, havia um jornal. “Mas, como pode?! É o meu jornal! Como eles adivinharam?” Mais uma vez, lembrou-se de quando se registrou: a recepcionista Havia perguntado qual jornal ele preferia. O cliente deixou o hotel encantando. Feliz pela sorte de ter ficado num lugar tão acolhedor.

Mas, o que esse hotel fizera mesmo de especial? Apenas ofereceram um fósforo, uma bala de menta, uma xícara de café e um jornal. Nunca se falou tanto na relação empresa-cliente como nos dias de hoje. Milhões são gastos em planos mirabolantes de marketing e, no entanto, o cliente está cada vez mais insatisfeito mais desconfiado. Mudamos o layout das lojas, pintamos as prateleiras, trocamos as embalagens, mas esquecemos-nos das pessoas. O valor das pequenas coisas conta, e muito. A valorização do relacionamento com o cliente. Fazer com que ele perceba que é um parceiro importante!!!

Lembrando que: Esta mensagem vale também para nossas relações pessoais (namoro, amizade, família, casamento) enfim pensar no outro como ser humano é sempre uma satisfação para quem doa e para quem recebe. Seremos muito mais felizes, pois a verdadeira felicidade está nos gestos mais simples de nosso dia-a-dia que na maioria das vezes passam despercebidos. Recebi por e-mail. Autor não informado.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Velha mais é boa!

Joãozinho

- Joãozinho, qual é o seu problema?
- Sou muito inteligente para estar no primeiro ano. Minha irmã
está no terceiro ano e eu sou mais inteligente do que ela. Eu quero ir
para o terceiro ano também.

A professora, vendo que não vai conseguir resolver este problema,
o manda para a diretoria. Enquanto o Joãozinho espera na ante-sala, a professora explica a
situação ao diretor.
O diretor diz para a professora que vai fazer um teste com o garoto. Como é certo que ele não vai conseguir responder a todas as
perguntas, vai mesmo ficar no primeiro ano. A professora concorda. Chama o Joãozinho e
explica-lhe que ele vai ter que passar por um teste e o menino
aceita.

O Diretor pergunta para o Joãozinho:
- Joãozinho, quanto é 3 vezes 3?
- 9.
- E quanto é 6 vezes 6?
- 36.
O diretor continua com a bateria de perguntas que um aluno do
terceiro ano deve saber
responder. Joãozinho não comete erro algum. O diretor então, diz
para a professora:
- Acho que temos mesmo que colocar o Joãozinho no terceiro ano.
A professora diz:

- Posso fazer algumas perguntas também?
O diretor e o Joãozinho concordam. A professora pergunta:
- O que é que a vaca tem quatro e eu só tenho duas?
Joãozinho pensa um instante e responde:
- Pernas.
Ela faz outra pergunta:
- O que é que há nas suas calças que não há nas minhas?
O diretor arregala os olhos, mas não tem tempo de interromper...
- Bolsos. (Responde o Joãozinho).
Mais uma:
- O que é que entra na frente na mulher e que só pode entrar
atrás no homem?
Estupefato com os questionamentos, o diretor prende a respiração...
- A letra "M". (Responde o garoto.)
A professora continua a argüição:
- Onde é que a mulher tem o cabelo mais enroladinho?
- Na África. (Responde Joãozinho de primeira.)
E continua:
- O que que entra duro e sai mole pingando?
O diretor apavorado. E o Joãozinho responde:
- O macarrão na panela.
E a professora não para:
- O que é que começa com "b", tem "c" no meio, termina com "a" e para ser usada é preciso abrir as pernas? O professor fica
paralizado.E o Joãozinho responde:
- A bicicleta.
E a professora continua:
- Qual o monossílabo tônico que começa com a letra "C" termina
com a letra "U" e ora está sujo ora está limpo?
O Diretor começa a suar frio.
- O céu, professora.
- O que é que começa com "C" tem duas letras, um buraco no meio e
eu já dei para várias pessoas?
- CD.
Não mais se contendo, o diretor interrompe, respira aliviado e
diz para a professora:
- Puta que Pariu!!!! Põe esse moleque como diretor, que vou fazer minha matrícula no terceiro ano. Errei todas!

O poder corrosivo da rotina

Vou começar com um texto do Paulo Santana que gostei muito sobre rotina.

A melhor maneira de renovar o amor é mudar de ambiente. Até nisso o casamento dá azar: ele se confina em um domicílio permanente e a visão dos móveis, das peças da casa, da posição da cama e do espelho, dos sempre mesmos assanhamentos do cachorrinho, tudo isso faz ingressar numa rotina desgastante.

Esta solução que alguns casais modernos adotaram de morar em casas diferentes ou dormir em quartos separados, revezando a prática dos jogos de amor em diversos ambientes, é muito proveitosa. Mas estes jogos adquirirão ainda mais sabor se forem realizados em campo neutro, apenas como exemplo, um motel.

Uma técnica do homem que leva a esposa ao motel pela primeira vez é a de fingir não saber de como tudo funciona. Deve mostrar, de cara, apavoramento para achar a tomada da luz que ilumina a passagem da garagem para a suíte.

Acomodado, cumpre que se mostre irritado com o desconhecimento total do método para ligar o televisor, hesitando em fazê-lo no controle ou diretamente no aparelho.

Um erro capital do marido será acertar qual entre as quatro torneiras da banheira, duas do chuveiro e duas para encher o tanque, é a pertinente à água quente. Só nesse exercício de escolha às apalpadelas cumpre levar uns cinco minutos. Um truque infalível é abrir a torneira quente, fingir que se queimou na água e declarar que pensou que era a fria. Isso provoca na mulher uma sensação deliciosa de exclusividade.

Outro pecado mortal é de plano ligar o canal 3 para ver o circuito interno de sexo explícito. O melhor é ir correndo os botões que transferem os canais, passando por todos os convencionais, até chegar de repente às cenas eróticas. Tanto à mulher quanto ao marido cabe nesta hora um espanto com tudo que está ao redor, como se tivessem chegado de Mir em Marte.

Um fato que deixa muitos maridos absolutamente intrigados é que a mulher manuseie todos os equipamentos do motel, do freezer até o secador de cabelos, com absoluta desenvoltura. É também necessário que a mulher, conheça ou não o ambiente, se mostre inteiramente surpreendida com tudo que está vendo.

Como eu já disse em uma coluna muito comentada, o fingimento é essencial na vida a dois. Pessoas sinceras e autênticas demais acabam deteriorando o casamento. Não se trata de mentir, mas sim de conter-se e ocultar a verdade quando ela se mostra desagradável ou agressiva. O amor vive também da afetação de que está tudo bem.

Não há nada pior para um homem que uma mulher que vai com ele até o Motel da Ilha e, antes das primícias eróticas, apanha o telefone e diz: "Pode me passar com a copa? É da copa? Por favor, traga-me um refrigerante light e um sanduíche de galinha".

Isso deixa o homem aparvalhado: "Como é que tu sabias que neste motel tem sanduíche de galinha?" A resposta da mulher: "Supus que todo motel tenha sanduíche de galinha". E o homem desconsolado: "Mas como é que tu sabias que aqui não precisa discar o nove para falar com a portaria?"

Mas o essencial é mudar de ambiente. Sair da rotina. Viajar, afastar-se dos filhos e dos empregados (numa casa, um casal se torna, através dos anos, refém dos filhos e dos empregados, tem que lhes dar satisfações de minuto a minuto). A rotina é a inimiga número 1 do amor e de todas as relações.